Psicóloga para Gestão Emocional Online
Emoções que parecem maiores do que a situação e reações de que depois se arrepende?
Em resumoGerir emoções não é deixar de as sentir, é conseguir percebê-las e escolher como responder. Quando a raiva, a tristeza ou a ansiedade surgem com muita intensidade, duram demasiado ou levam a reações de que se arrepende, a psicoterapia pode ajudar a compreender o que as desencadeia e a treinar formas mais flexíveis de lidar com elas.
O que é
As emoções dão-nos informação sobre o que é importante e sobre o que está a acontecer à nossa volta. O problema não é senti-las, mas a forma como as interpretamos e como reagimos a elas.
Há pessoas que sentem de forma muito intensa, que demoram a recuperar depois de uma discussão ou que se desligam das emoções para não sofrer. Em ambos os casos, a gestão emocional pode ser aprendida e treinada.
Sinais e sintomas
- Explosões de irritabilidade ou de raiva que depois geram culpa
- Choro ou tristeza que surgem sem se perceber bem porquê
- Dificuldade em acalmar depois de um momento de tensão
- Tendência a reprimir ou a evitar o que sente
- Reações impulsivas em discussões ou decisões
- Sensação de ser dominado pelas emoções ou de não as compreender
Porque algumas emoções parecem fora de controlo
A intensidade com que sentimos depende de vários fatores: o temperamento, as experiências de vida, a forma como as emoções eram vividas em casa e o momento atual. Cansaço, falta de sono, fome, dor ou stress acumulado baixam o limiar a partir do qual uma emoção se torna difícil de gerir.
Na TCC, olhamos para a forma como interpretamos as situações. Duas pessoas podem viver o mesmo acontecimento e sentir coisas diferentes, porque lhe atribuem significados diferentes. Pensamentos como "está a fazer isto de propósito" ou "não aguento isto" aumentam a intensidade da emoção quase de imediato.
Há também estratégias que aliviam no momento mas mantêm o problema. Suprimir o que sente, ruminar sobre o que aconteceu, evitar as situações ou descarregar a tensão com álcool, comida ou compras são formas comuns de lidar com o mal-estar. A investigação sugere que estas estratégias, quando usadas de forma rígida e frequente, estão associadas a mais sofrimento emocional.
Por fim, há o efeito das emoções sobre as emoções: sentir vergonha da raiva ou ansiedade por estar triste. Esta segunda camada costuma prolongar o mal-estar mais do que a emoção original.
Quando procurar ajuda profissional
- As emoções interferem com o trabalho, os estudos ou as relações
- Sente que as reações são desproporcionadas e se repetem
- Evita situações ou conversas para não lidar com o que sente
- Tem vindo a recorrer a álcool, comida ou outros comportamentos para aliviar o mal-estar
Se estiver em crise ou em risco imediato para si ou para outras pessoas, ligue 112 ou a linha SNS 24 (808 24 24 24). A linha SOS Voz Amiga (213 544 545) oferece apoio emocional por telefone.
O que pode fazer desde já
Algumas estratégias simples podem ajudar enquanto procura apoio. Não substituem uma avaliação, mas são um bom ponto de partida:
- Quando sentir uma emoção forte, tente dar-lhe um nome concreto ("estou frustrado", "sinto-me rejeitado"). Nomear com precisão ajuda a ganhar alguma distância.
- Faça uma pausa antes de reagir: sair da sala por uns minutos, beber água ou respirar devagar. Decisões e mensagens importantes podem esperar até a intensidade baixar.
- Use uma escala de 0 a 10 para avaliar a intensidade da emoção. Ajuda a perceber que ela varia e acaba por descer, mesmo sem fazer nada.
- Registe, ao fim do dia, uma situação que o tenha afetado: o que aconteceu, o que pensou, o que sentiu e o que fez. Com o tempo, os desencadeadores tornam-se mais visíveis.
- Cuide da base: horários de sono regulares, refeições e alguma atividade física tornam as emoções mais fáceis de gerir.
- Pergunte a si próprio: "que outra forma há de ver esta situação?" ou "o que diria a um amigo nesta posição?". É um primeiro passo para a reavaliação.
Como a TCC pode ajudar
Na TCC, trabalhamos a ligação entre situação, pensamento, emoção, reação do corpo e comportamento. O objetivo é identificar o que intensifica a emoção e treinar alternativas.
- Reconhecer e nomear emoções, e perceber o que as desencadeia.
- Compreender a função de cada emoção e o que a mantém.
- Identificar pensamentos automáticos que intensificam a reação.
- Treinar estratégias de regulação: respiração, pausa, reavaliação da situação.
- Praticar respostas alternativas em situações reais do dia a dia.
- Consolidar o que foi aprendido e preparar momentos difíceis futuros.
O que esperar das primeiras sessões
Nas primeiras sessões, procuramos perceber que emoções lhe trazem mais dificuldade, em que situações aparecem e como costuma lidar com elas. Pode ser pedido que faça registos simples entre sessões, porque é a partir de exemplos reais que o trabalho se torna útil.
Depois, definimos objetivos concretos, como "conseguir discutir com o meu companheiro sem gritar" ou "perceber o que sinto antes de reagir". As estratégias são treinadas primeiro em sessão e depois aplicadas no dia a dia, com revisão regular do que funciona e do que precisa de ajuste.
Se, ao longo da avaliação, surgirem sinais de outra dificuldade, como depressão ou uma perturbação de ansiedade, isso é discutido consigo, e uma avaliação médica ou psiquiátrica pode ser um complemento.
Como funcionam as consultas
As consultas são para jovens adultos e adultos, em consulta individual, e ficam protegidas pelo sigilo profissional do Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Veja os detalhes de marcação ou saiba como funciona a consulta online.
Mitos e factos
- Mito: Há emoções positivas e emoções negativas. Facto: Todas as emoções têm uma função. A raiva sinaliza que algo pode ser injusto, a tristeza ajuda a processar perdas, o medo prepara para o perigo. O que pode ser problemático é a intensidade, a duração ou a forma de reagir.
- Mito: Desabafar a raiva faz bem. Facto: Gritar ou bater em objetos pode dar alívio no momento, mas tende a manter ou aumentar a irritabilidade. Compreender o que despertou a raiva e comunicar com clareza costuma ajudar mais.
- Mito: Quem sente muito é fraco. Facto: A intensidade emocional não é um defeito de carácter. Muitas pessoas que sentem intensamente são também empáticas e sensíveis aos outros, e podem aprender a gerir essa intensidade.
Perguntas frequentes
É normal sentir emoções muito intensas?
A intensidade emocional varia muito de pessoa para pessoa. Torna-se motivo para procurar ajuda quando causa sofrimento frequente ou prejudica a vida diária e as relações.
Gerir emoções é o mesmo que controlá-las?
Não. O objetivo não é suprimir o que sente, mas compreender as emoções e escolher a forma de responder. Suprimir costuma aumentar o mal-estar a longo prazo.
A consulta online ajuda a regular emoções?
Sim. A TCC por videochamada mantém a estrutura e as técnicas da consulta presencial, e permite praticar estratégias no ambiente onde as dificuldades acontecem.
Quantas sessões são necessárias?
Depende de cada pessoa e dos objetivos definidos em conjunto. As sessões são preferencialmente semanais e o progresso é revisto ao longo do processo.
Preciso de um diagnóstico para marcar consulta?
Não. Pode marcar consulta se sentir que as emoções estão a afetar a sua vida, mesmo sem diagnóstico prévio.
Como controlar a raiva numa discussão?
Ajuda reconhecer os primeiros sinais no corpo, como calor, tensão ou voz mais alta, e fazer uma pausa combinada antes de continuar. Em consulta, identificamos os pensamentos que inflamam a discussão e treinamos formas de dizer o que sente sem escalar.
Qual a diferença entre gestão emocional e inteligência emocional?
Inteligência emocional é um conceito mais amplo, ligado à capacidade de perceber e usar a informação emocional. A gestão ou regulação emocional refere-se às estratégias concretas para influenciar o que sente e como reage, e é o foco do trabalho em consulta.
Pronto para dar o primeiro passo?
Uma primeira consulta é uma conversa para perceber o que o trouxe e como posso ajudar, sem compromissos nem julgamentos.
Marcar Consulta OnlineReferências
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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação por um profissional de saúde.